Voto Conferido Doar

Seu voto, conferido por você.

O Voto Conferido é uma proposta de urna em que cada eleitor confere, com um código, que o próprio voto entrou na contagem, e qualquer pessoa confere o resultado inteiro. Ninguém consegue usar esse código para saber em quem você votou, nem você.

Doações para a AjusteSite, CNPJ 36.385.085/0001-10.

VOTO CONFERIDO

Comprovante de exemplo


Seção
0412
Zona
001
Horário
10:42

Código do seu voto

8F2C 91AB 7D04 E5C3


No registro público
10:42:07
Carimbo no Bitcoin
17 de 54

Este código não mostra em quem você votou. Ele prova que o seu voto está na contagem.

Confiança não pode depender de quem ganhou.

Quase metade do país desconfia da forma como escolhe os seus governantes. Isso é ruim para todo mundo, de qualquer lado: quem ganha governa sob suspeita, e quem perde não aceita o resultado.

A saída não é pedir que as pessoas confiem mais. É dar a cada eleitor um jeito de conferir por conta própria.

Você confia nas urnas eletrônicas?

Desconfiam43%
Confiam53%

Pesquisa Genial/Quaest, fevereiro de 2026. 2.004 entrevistas em 120 municípios, margem de erro de 2 pontos.

O que a urna de hoje já tem

A urna atual tem proteções reais. Ela não fica ligada à internet. Antes da votação, imprime a zerésima, que mostra que está vazia. No fim, imprime o boletim de urna, que é afixado na seção e publicado. Investigadores de fora tentam atacá-la em testes públicos, entidades fiscalizadoras podem inspecionar o código-fonte, e no dia da eleição urnas sorteadas passam por um teste de integridade com votação acompanhada.

O que ainda falta

Mesmo assim, o eleitor não consegue conferir sozinho que o voto dele foi contado do jeito que ele digitou. A confiança depende de testes feitos por especialistas e de acreditar nas instituições. Para quem já desconfia, isso não basta. A proposta é colocar a prova na mão de cada eleitor.

Como funciona

Quatro passos, da tecla da urna até o resultado na sua mão.

  1. Você vota na cabine

    Como hoje: presencial, com biometria e sem celular. Ninguém vê o que você digita.

  2. A urna cifra o voto e imprime um código

    O voto é misturado a um ruído aleatório e trancado com uma cifra. Você leva para casa só o código, que não revela a escolha.

  3. O voto entra no registro público

    Em segundos, o voto cifrado aparece num registro copiado por partidos, universidades, imprensa e quem quiser. A cada 10 minutos, o resumo de tudo é carimbado no Bitcoin.

  4. Às 17h, a soma é aberta

    Guardiões de instituições diferentes juntam as chaves e o total sai em minutos. Qualquer pessoa refaz a conta, e você digita o seu código para conferir.

Teste na prática

Escolha uma opção fictícia e aperte CONFIRMA. Você recebe um código, vê o voto entrar no registro público e confere. Tudo acontece no seu navegador. Nada é enviado.

Seu voto para

Simulação

Digite 1, 2 ou 3

Ou aperte BRANCO para votar em branco.

Registro público

    Carimbo atual, o resumo de todos os votos acima Na eleição real, esse resumo vai para o Bitcoin a cada 10 minutos. Mudar qualquer voto da lista muda o carimbo.

    Simplificação: na simulação, a urna usa uma função de resumo (SHA-256) para imitar a cifra. No sistema real, cada voto é cifrado com uma chave pública cuja parte secreta fica dividida entre guardiões de instituições diferentes, e a soma é feita sem abrir nenhum voto.

    Os dois grandes desafios, e como a proposta resolve

    Qualquer especialista vai perguntar duas coisas: o Bitcoin aguenta uma eleição inteira? E o código não vira prova para quem compra voto? As respostas estão no desenho do sistema.

    O Bitcoin faz só umas 7 transações por segundo

    O Brasil tem 158,7 milhões de eleitores. Se cada voto fosse uma transação, a rede levaria uns 260 dias para registrar todos. Por isso os votos não vão um por um para o Bitcoin.

    Eles entram em segundos no registro público. A cada bloco do Bitcoin, mais ou menos de 10 em 10 minutos, todos os votos registrados até ali são resumidos numa única impressão digital, chamada raiz. Essa raiz vai para a rede em uma transação só.

    Um voto por transação

    260 dias

    158,7 milhões de transações, a 7 por segundo.

    Um carimbo por bloco

    54 transações

    Uma a cada 10 minutos, das 8h às 17h. Não importa quantos votos.

    Vai para o Bitcoin em 1 transação

    Oito votos são resumidos em pares até virar uma única raiz, que vai para o Bitcoin 8F2C1B7EC40A93D15EA827FBE06C4A19 raiz
    Cada voto vira um código. Os códigos são resumidos dois a dois até sobrar uma raiz. Mudar um único voto muda a raiz, e qualquer pessoa percebe. Com 158,7 milhões de votos, bastam 28 códigos para provar que o seu está lá dentro.

    O que é ao vivo

    Cada voto cifrado aparece no registro público em segundos, e qualquer pessoa acompanha quantos votos cada seção já registrou. O carimbo no Bitcoin sai a cada 10 minutos.

    O que só sai às 17h

    A soma por candidato. Ela fica trancada pelas chaves dos guardiões até a votação acabar no país inteiro, para não influenciar quem ainda vai votar. Ninguém vê parcial antes, nem o tribunal. Depois, sai em minutos.

    Compra de voto

    Quem compra voto precisa de prova de que recebeu o que pagou. A proposta foi desenhada para que essa prova não exista, nem para o próprio eleitor.

    A cabine continua sua

    O voto segue presencial, com biometria e sem celular na cabine. Por isso a proposta não inclui votar pela internet: em casa, alguém pode estar olhando.

    O código não mostra o voto

    A urna mistura o voto com um ruído aleatório antes de cifrar. Duas pessoas que votam igual recebem códigos completamente diferentes, e o código sozinho não abre.

    Você testa a urna, mas não leva prova

    Antes de confirmar, você pode pedir que a urna abra a cédula para ver se ela cifrou certo. Essa cédula é descartada e você vota de novo. Só cédulas descartadas podem ser abertas.

    A soma é feita sem abrir nenhum voto

    A matemática permite somar os votos ainda cifrados. Só o total é aberto, e só quando guardiões de instituições diferentes juntam as chaves. Nenhum deles consegue abrir sozinho.

    E se alguém tentar mexer por dentro?

    A proposta foi feita para que nenhuma pessoa sozinha, seja mesário, técnico ou o próprio tribunal, consiga alterar, incluir ou sumir com um voto sem deixar rastro. Cada voto vira um código que o eleitor leva para casa e pode conferir. O número de votos de cada seção precisa bater com o número de eleitores que passaram pela biometria, e os dois são públicos. E o resumo de tudo fica carimbado no Bitcoin, que nenhum governo, empresa ou tribunal controla.

    A ideia de conferir o próprio voto já foi testada

    Eleições em que o eleitor sai com um código e confere depois já aconteceram de verdade.

    • Scantegrity II

      Takoma Park, Maryland (EUA), 2009

      A cidade elegeu prefeito e vereadores com cédulas que revelavam códigos de confirmação. Os eleitores puderam conferir esses códigos depois, no site da eleição.

    • ElectionGuard

      Fulton, Wisconsin (EUA), 2020

      Uma eleição primária usou o ElectionGuard, da Microsoft, em código aberto. Cada eleitor recebeu um código de rastreio para conferir que o voto foi contado.

    • Helios

      Universidades e associações

      Sistema aberto de votação verificável usado em eleições internas de universidades e associações científicas, em que qualquer participante refaz a contagem.

    Nenhum desses usou o Bitcoin, e nenhum país usa esse modelo numa eleição nacional ainda. É isso que o projeto quer construir, testar em público e provar.

    Para onde vai a sua doação

    O projeto anda em etapas. Cada uma termina com resultados publicados.

    1. Desenho aberto

      Publicar a especificação completa do sistema para que qualquer especialista possa criticar antes da primeira linha de código.

    2. Protótipo em código aberto

      Construir uma urna de teste, o registro público e o carimbo no Bitcoin, com todo o código publicado.

    3. Auditoria independente

      Chamar pesquisadores de segurança de fora para tentar quebrar o sistema e publicar tudo o que encontrarem.

    4. Pilotos de verdade

      Usar o sistema em eleições de associações, condomínios, sindicatos e grêmios, com resultados públicos.

    5. Proposta ao país

      Levar os resultados ao Congresso e ao TSE, porque qualquer mudança no sistema eleitoral depende de lei.

    Doe pelo Pix

    Qualquer valor ajuda. Escolha um valor abaixo ou deixe em aberto e digite no app do banco.

    • No celular: toque em “Copiar código Pix” e cole no app do seu banco, na opção Pix Copia e Cola.
    • No computador: abra o app do banco no celular, escolha pagar com QR Code e aponte a câmera para o código ao lado.
    • Confira o nome AjusteSite antes de confirmar.

    Use o código Pix ou a chave CNPJ abaixo.

    Valor em aberto

    Favorecido
    AjusteSite
    Chave Pix (CNPJ)
    36.385.085/0001-10

    00020126610014br.gov.bcb.pix0114363850850001100221DOACAO VOTO CONFERIDO5204000053039865802BR5910AJUSTESITE6009SAO PAULO62070503***6304A622

    As doações vão para a conta da AjusteSite, CNPJ 36.385.085/0001-10, e não geram dedução no Imposto de Renda. Este projeto não tem ligação com o Tribunal Superior Eleitoral nem com a Justiça Eleitoral.

    Conhece alguém que desconfia da urna? Mande esta página.

    Enviar no WhatsApp

    Perguntas

    A urna vai ficar ligada na internet?

    Não. Ela continua sem acesso à internet. Os votos cifrados saem por um canal de mão única, como um diodo de dados, que só deixa a informação sair e não deixa nada entrar. Se esse canal falhar, os votos ficam guardados na urna e são publicados no fechamento da seção.

    Alguém consegue descobrir em quem eu votei pelo meu código?

    Não. O código é a impressão digital do voto cifrado junto com um ruído aleatório. Ele não abre sem as chaves de todos os guardiões juntas, e os votos nunca são abertos um a um: só a soma.

    E se eu perder o comprovante?

    Nada muda no seu voto, que continua contado. O código serve só para você conferir. Quem perde o comprovante deixa de conferir, mas não perde o voto.

    Por que não só imprimir o voto?

    O voto impresso mostra ao eleitor o que a urna registrou, mas o papel fica na urna, e o eleitor não confere se ele entrou na contagem. Aqui você confere a contagem. As duas ideias podem andar juntas.

    Blockchain para votar não é furada?

    Muitos especialistas criticam votar pela internet ou guardar votos numa blockchain, e com razão. Aqui ela não recebe votos nem guarda votos. Faz uma coisa só: carimbar, com data e hora, o resumo de todos os votos registrados, num lugar que nenhum governo, empresa ou tribunal controla.

    Quanto custa gravar no Bitcoin?

    Pouco perto do custo de uma eleição: cerca de 54 transações em um dia de votação. O preço de cada uma varia com o movimento da rede.

    Isso substitui a urna de hoje?

    Não de uma vez. O plano é começar com pilotos fora das eleições oficiais e, com os resultados publicados, apresentar a proposta ao Congresso e ao TSE. Qualquer mudança no sistema eleitoral depende de lei.

    Para quem vai o dinheiro? A doação é dedutível?

    Para a conta da AjusteSite, CNPJ 36.385.085/0001-10, que conduz o projeto. A doação não gera dedução no Imposto de Renda.